Wednesday, January 30, 2019

long long time ago..

astronomica distância
 
"com uma finalidade e uma utilidade
no começo do infinito
no universo desconhecido

 
gira cometas planetas
mistérios
giro em torno da
sua órbita

 
uma nuvem de incompreensão
 
minha visão utópica
debruça no seu peito
angustias da existência
pq talvez estejamos

 
mesmo distantes
talvez o q exponho
são só expressões aleatórias
e isso preocupa

 
pensar no q é falso
será um olhar sincero
ou a estrela q pisca
não existe há milênios"

cronicas 2.txt sex10/07/2009

"Eu quero. Eu preciso continuar apostando nas ameixas.
Não sei se devo. Também não sei se posso, se é.
Permitido, sei lá. Acho que também não sei o que é dever ou poder, mas agora estou sabendo de um jeito
bem claro o que é precisar. Certo? Quando a gente precisa não importa que seja proibido . Querer? - Interrompeu-se
como se eu tivesse feito uma pergunta. Mas eu não disse nada.
-Querer a gente inventa." /caio fernando abreu.

E ela batia o teclado do seu laptop comprado com grande esforço das noites que trabalhou prum puteiro. mas com certo desleixo, por que a luz era baixa, e só usava uma mão, com a outra segurava o livro de onde roubava as palavras, que expressavam um pouco do que sentia depois de tanto que sentia. Por usar só o indicador e o minguinho, e o texto ser um pouco comprido, pegou um apanhado geral. encheu de erros de datilografia, que se estivesse num exame daqueles que existiram nos anos setenta, ela certamente, não passaria.

mas tava lá na tela do computador, o mesmo surrado de dois anos, computadores não tem vida util muito extensa, pensava. ja é hora de trocar de máquina. e comprar um novo HD, por que não tinha mais espaço pra todo o vazio q sentia.. ainda q rouba-se dos outros tantas palavras pensou em deletar as cartas que escreveu, mas tbm, o q podia mudar? ter ou não, não deveria jamais tê-las escrito, agora. tanto faz. era melhor q estivessem ali, salvas.
pra poder criar outras coisas novas, e não se preocupar mais, no q foi criado e não foi útil, até o inutil é útil pra nos mostrar o que pode ser mais essencial, ou o que não é.

viveu no exterior mas por incompetência só escrevia
em português, estava aprendendo francês na itália.
e nada, nem ninguém poderia pará-la. apenas aquelas cartas.
que ela relia, e as conversas que relia, quase q como
furasse os olhos de tanto q repetia essas atitudes. lia. lia e relia. apenas pra perceber, se entendia. o q escapou q não entendia até então.


Devia ter algo escapado da compreensão. ou era tudo assim mesmo? tudo tão claro que cegava?
não ela não tinha mais óculos escuros, havia trocado por meio quilo de lentilha. e nem espaço no corpo pra 
mais cicatrizes. já havia pulado no fogo três vezes, 
desde q se lembra. mas não lembrava de tudo.
e achava que isso explicaria. a amnésia explica.
o q podia não ser. não se sabe.

era ausente, mas uma insegurança quanto ao passado
bem presente. ganhou uma vela de presente de
aniversário, uma vela amarela, pra espantar mosquitos.
ficou feliz. e uma ligação. e outra ela mesmo efetuou.

quem era pra ligar não ligava, e ela resolveu saber pq.
descobriu que foi sem querer e acreditou. nunca vai saber
a verdade. mas tbm não precisa. ela sente a chama
diminuir por estar mais distraída, com a primeira ligação.

aquela que não devia ter acontecido. mas foi bom.
e que ela se cobra mais orgulho. e podia não ter atendido.
mas atendeu. e pensou que raios de mulher sou?
pq não posso querer mais falar.
mas eu quero.


e nem é mais preciso. antes achava que era necessário.
respirar o mesmo ar que te rodeia. quanta bobagem
romântica, tola. aquela garotinha. não era nada boba,
agora. tinha um namoro, uma relação com muita tensão
sexual que já duraria meses.
se não tivesse deixado tudo pra trás por novos horizontes.
por que sabe que sexo não a prende. e nem mais se 
repreende. como antes. apenas lembra, agora do seu 
retiro, pq sempre se retira quando está confusa demais.

mas as lembanças são vivas, dos banhos quentes
depois da chuva. da noite q tomaram vinho na cama.
beijos de todos os gostos.. e todos os gostos eram
poucos. repetir porque não, se estivesse próxima.
mas mais próxima era realmente difícil.


então, sabia desdo comeco, que era infundada a relação.
um dia acreditou que pudia durar pra sempre.
mas não.
durou pouco, tempo suficiente pra saber que era bom.
mas não o suficiente, pra se decidir quanto ao inevitável.

e nada é inevitável. ela sabia, depois de tudo que viveu.
e nem viveu tanto assim. contava nos dedos as
relações saudáveis, e achou que tinha umas duas apenas.
mas relendo todas aquelas conversas, ficou em dúvida.
concedeu o direito da dúvida.
não pudia dar mais nada, não tinha nada mais pra dar.
tinha esse computador velho, mas só talvez
se comprasse um outro. em dois meses.
estaria mandando não se sabe como.
sem problema, nem compromisso.

queria rever. a primeira ligação, pra ter certeza.
não podia, não resistiria. que merda de mulher é vc?
se perguntava. se perdia perguntando. e perdia noites de
sono. nem tantas assim.

leu por último o poema que foi escrito pra ela.
não era revelador. aliás, só falava de uma dor.
a dor que ela queria esquecer. mas não sabia como,
era tudo muito vivo ainda. ninguém havia morrido.
não que não quisessem matar, há tempos. já faz tempos
e o tempo não apagou. ela sabia, nas cartas
dizia o tempo não apaga, não faz esquecer, o tempo
só ajuda a aumentar o vazio, do q se podia ter feito, e
não fez. não, não era verdade. isso talvez
estivesse num dos textos que roubou de um dos livros
que gostou de ler.



e por falar na dor, q ela sentia. ela sabia muito bem,
melhor do que ninguém, que ela ajudou a compor, antes
era como um som extremamente desagradável, agonia. e 
angústias misturadas, numa sopa de insegurança e 
auto-rejeições, que se refletiam, nas atitudes alheias.
escreveu tantos poemas, rendeu tantos versos.
e versões, no silêncio q se instaurou.

Depois se acostumou, e parou de reclamar pra si.
pq não tinha sentido, era só ela quem escutava. e mesmo
que surda. sentia, demais. deixou passar. mas não assim
facilmente falando. agora é bem simples pensar. pq o
passado é distante. ela também está distante.

e tudo tem um sentido de ser vago. e abstrair é bom.
é fugir dos limites. e das fronteiras. agora ela escuta
uma música triste. mas ainda sim bonita. um som
incompreenssível. e sincero. e talvez se não existissem
esses dialogos gravados, e se não existisse esse 
computador velho salvando, as coisas todas. ela nem ia 
pensar a respeito. ou talvez nem existiria tanta 
insegurança. pois já teria acreditado denovo.
quem diabos eu virei? pensava essa mulher, com
o coração de guriazinha. que não consegue acreditar sozinha.
mas a dúvida já é alguma coisa.
pra quem tinha a certeza de nunca mais.


a dúvida deixaria a outra pessoa feliz. 
se esta pessoa não parecesse demonstrar mais.




" tudo se compoe e se decompoe 
 tudo se compoe e se decompoe
tudo se compoe e se decompoe."/ Paulinho Moska

Tuesday, January 29, 2019

mais um texto meu.txt Seg, 15/03/2010

congele esse momento: fotografe
pendure na parede com uma enorme vontade
de relembra-lo todos os dias que chegares em casa
no silencioso nublado cotidiano

pegue o instante e mantenha preso
na ponta da garganta uma gargalhada retida
entretida pelas luzes rotineiras e cinzas

não veja outra coisa brilhante além
do pequeno pedaço que é seu passado
faça um templo pra repousar o espírito

porque fazer parte dele já não consegue
não possuirá o passado no presente
mas os momentos que te passaram somente
o que vais lembrar, e toda a noite 
regressarás fora do tempo, para um tempo infinito

lembre
como uma recordação tem uma força de tirar a sanidade
observe que tudo o que é já foi, e é agora o passado do que vem

deixe vir, porque ainda que presos nesse lugar que com desprezo
tentamos negar habitantes do que realmente somos, somos livres..

pro futuro que anucia o dia, ainda que cheio de nuvens e chuva
não tem nada como o perdão para queimar as velhas fotografias
e rebobinar a máquina, prum dia novo em folha

em folhas de outono..

tah bom.txt (texto incompleto..) qua23/02/2011

tudo acontece na quarta feira

Era quarta feira, eu rezei para o deus do golf queimar no inferno a realeza britanica e a santidade me respondeu com um raio, que interpretei como 'Isso nao eh problema meu', fiquei intrigada 'seria problema de quem?'. Ateh que um guru trajado como tal, atravessou o estreito caminho que eu me encontrava, na floresta no meio da america latina 'o que um guru fazia ali?' perguntei:
- Sabe porque a Realeza Britanica vai queimar no inferno?
- Sim, Shiva chamou a responsabilidade pra si.
- Ah.
Quando ele ja tinha virado as costas pra mim, ainda falei:
- Vah com Deus.
Ele nao respondeu. Eu segui rumo oposto a praia, subi montanha, senti falta da insonia e do frio. Mas tinha muito cafe ao meu redor era uma plantacao, fiz um cigarro com as folhas. e durmi.
Se acordei não lembo quando vi estava numa praia mas não sei como cheguei ali talvez atravessei a montanha ou ainda estava dormindo. me atirei no mar que parecia muito real, o sal a agua refrescante me enxarquei e vi peixes minúsculos entre a areia branca e as pedras com musgo. Perfeito até um maldito carangueijo arrancar um pedaco caprichado do meu calcanhar esquerdo e a agua pintou-se de vermelho.
Desgracados! todas e quiasquer  carangueijos, pensei mas nao expressei dor pra nao entregar o trofeu ao vencedor. Sai da agua. Areia no machucado. Tropecei fiquei ali por algum tempo.
No ceu se fez escuro nenhuma estrela nem lagrima nao veio vento gelado apenas um clima abafado de cozinhar vegetais. Apodreci, qm sabe cochilei.
Era uma musica oq ouvia ou parecia muito com um rockizinho antigo achei que conhecia mas nao me lembrava da letra ou se existia apenas o ritmo nas cordas me inspirava a seguir adiante 'e pra onde?' era o que me perguntava. Entao pra nao perder a motivacao fui em direcao ao som encontrei um violao tocando sozinho no ar. 'um ser invisivel?' falei com o violao:
-oi? tem alguem ai?
-Nao que te interesse.
-Gostei da sua musica.
-Me deixe em paz.
Calei, indelicado este ser tao contrario ao som que dele sai. Em astronomica distancia e por milenios observando atentamente ao violao reparei q eu o tinha tatuado na batata da perna, era sim o mesmo violao com as mesmas cores e afinado no mesmo tom, rude que me rejeitava.
Acendi uma fogueira, pulei tres vezes dessa vez nao me queimei. peguei um madeira em chamas e me aproximei novamente do rabujento. ele calou. eu disse.
-Nao quero te machucar.
-Voce nao vai tocar em mim.
-Porque tanta hostilidade?
-Voce me lembra alguem.
E nao argumentei mais, afinal talves eu fosse a pessoa q ele lenmbrava, eu mesma me lembro alguem que nao se lembra mais, corri pro mar.
A lua me chamou num brilho mais forte.