Friday, January 29, 2010

cinzas [paulinho moska]

Álgida saudade me maltrata desta ingrata
Que não me sai do pensamento
Cesse o meu tormento, tréguas à minha dor
Ressaibos do meu triste amor

Atro é o meu grande martírio
Das sevícias tenho n'alma a cicatriz
Deus, tem compaixão deste infeliz
Mata meus ais...Por que sofrer assim
Se ela não volta mais?

Esse pobre amor que um dia floreceu
Como todo amor que é sem vigor, morreu
Ai, mas eu não posso esquecê-la não
A saudade é enorme no meu coração

Versos que a pujança desse amor cantei
Lira de poeta que a sonhar vibrei
Cinzas, tudo cinzas eu vejo enfim
Desta saudade enorme que reside em mim

Morto ao dissabor do esquecimento
Num momento ebanizado da paixão
Está um coração que muitas dores padeceu
Um pobre coração que é o meu

Dentro de minh'alma que se aflige
Tem um esfinge emoldurando muitas fráguas
Deus porque razão que as minhas mágoas,
A minha dor não fogem de minh'alma
Como fugiu o a...mor

Thursday, January 28, 2010

eureka

entendi a amizade das duas
uma não interfere na vida da outra
mas ambas interferem na minha

será injustiça não ser amiga de nenhuma?


após todas as conversas
todas as cervejas
após todos os problemas
jogados a limpo
no limbo
sozinha seco minhas lágrimas
nesse mar salgado de mágoas

eu já nem sei o que pensar

Thursday, January 21, 2010


Friday, January 15, 2010


o que será mesmo impossivel?
será mesmo impossivel?

Thursday, January 14, 2010

baby, há quanto tempo!

Wednesday, January 13, 2010

o vento contra o cais de Porto Alegre


hoje é um dia que eu gostaria de esquecer
ontem um dia que queria não lembrar
amanhã quem sabe, o dia me apague da memória

e o infinito do tempo, enfim me encontre

Tuesday, January 12, 2010

no caminho pra lua

(...)decidi ir a pé, o caminho é longe eu sei, e a lua
tem fases que podem me afastar, crises existenciais
que podem me fazer querer me matar, com um olhar
a lua me desarma, e eu que nunca tive espada
de peito aberto, traço rumos complexos pra vivermos
livre, livres do mundo, sobreviventes, quero todo o apoio
do mundo

pra repassar pra lua, minha admiração que não me anula
e meu olhar poderia vagar milênios observando-a nua, lua.

Monday, January 11, 2010

The Boy With The Thorn In His Side



The boy with the thorn in his side
Behind the hatred there lies
A murderous desire for love
How can they look into my eyes
And still they don't believe me ?
How can they hear me say those words
Still they don't believe me ?
And if they don't believe me now
Will they ever believe me ?
And if they don't believe me now
Will they ever, they ever, believe me ?
Oh ...

The boy with the thorn in his side
Behind the hatred there lies
A plundering desire for love
How can they see the Love in our eyes
And still they don't believe us ?
And after all this time
They don't want to believe us
And if they don't believe us now
Will they ever believe us ?
And when you want to Live
How do you start ?
Where do you go ?
Who do you need to know ?

Oh ...
Oh no ...
Oh ...

[Lyrics by Stephen Morrissey /Music by Johnny Marr]

Sunday, January 10, 2010

ouvi de fontes seguras
que a gente não vai ficar
queria poder não acreditar
nessas coisas..

Friday, January 08, 2010

after across the sea

é idade de dizer-te não te quero, e não querer-te é o que me trouxe aqui
é pra onde vou

é idade de entender nunca foi sincero, era o impossivel tão atraente mero acaso
descaso com meus sentimentos

e eu que sinto tanto
sento livre do desencanto

que não passa mais por aqui.. o que passaria? o que eu deixei passar que não volta?

que volta eu terei de dar pra lembrar que não te pertenço, que sou livre do meu desejo

livre de mim mesma.

Friday, January 01, 2010

novo dia/ novo ano


(Ao som de caetano das antigas)

Trem das Cores

A franja na encosta
Cor de laranja
Capim rosa chá
O mel desses olhos luz
Mel de cor ímpar
O ouro ainda não bem verde da serra
A prata do trem
A lua e a estrela
Anel de turquesa
Os átomos todos dançam
Madruga
Reluz neblina
Crianças cor de romã
Entram no vagão
O oliva da nuvem chumbo
Ficando
Pra trás da manhã
E a seda azul do papel
Que envolve a maçã
As casas tão verde e rosa
Que vão passando ao nos ver passar
Os dois lados da janela
E aquela num tom de azul
Quase inexistente, azul que não há
Azul que é pura memória de algum lugar
Teu cabelo preto
Explícito objeto
Castanhos lábios
Ou pra ser exato
Lábios cor de açaí
E aqui, trem das cores
Sábios projetos:
Tocar na central
E o céu de um azul
Celeste celestial
o tempo indisponível de londres
a conta que foi pra velha casa
a casa que foi reformada e agora vendida
pra novos moradores...

o dia cinza que não chove
e chuva fina, que fingia não molhar
o medo de não ter guarda-chuva
chovia por dentro sem notar


semente de sonhos..

eu vi um castelo no alto da montanha
nem tão alta, acessível

expliquei pra quem poderia me ouvir
é lá que quero chegar, vou ser feliz

-se é o que você quer ver...-quando eu chegar te ligo...

de tanto encher os ouvidos, daqueles que estavam por perto
e por fazer das lembranças meu escudo
realmente achei era o certo

por criar na mente
fantasia de paraíso, deixar as nuvens mais fofas
e brancas
lavar com sabão todo o problema encontrado
e estar sem nós...
me deram um colar, pra levar junto

que não era boa sorte
havia no interior uma semente
eu deveria plantar
nos jardins dos meus sonhos

a semente era saudável
meu pescoço, é que foi fraco
nunca fui do tipo forte, 

qualquer responsabilidade me apavora, 
gosto de não ter conta telefônica

me enforcou o tal colar..
antes do castelo chegar
plantei a semente onde deu
e voltei 


pra recuperar meu futuro
já é hora de trocar de endereço
e descer o castelo das nuvens...

plus

já era confuso
sem o esquema
um grande problema
mesmo sem o fuso

horário.

foi desdo começo
um eterno passado
ficando ressecado
vontade contra o medo

contrário..


não tem solução
antes fossemos um resultado
talvez existimos sem noção

uma lógica sem ponto de vista
da ideal matemática
uma soma subtraída.