Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim {morar no Bonfim, pra música fazer sentido}Não me valeuMas fico com o disco do Pixinguinha, simO resto é seu
Trocando em miúdos, pode guardarAs sobras de tudo que chamam larAs sombras de tudo que fomos nósAs marcas do amor nos nossos lençóisAs nossas melhores lembranças
Aquela esperança de tudo se ajeitarPode esquecerAquela aliança, você pode empenharOu derreter
Mas devo dizer que não vou lhe darO enorme prazer de me ver chorar {engole o choro, lis, ela não precisa te ver assim}Nem vou lhe cobrar pelo seu estragoMeu peito tão dilacerado {sempre dilacerado}
AliásAceite uma ajuda do seu futuro amorPro aluguelDevolva o Neruda que você me tomou {sempre presenteio a quem dou meu coração com Neruda pra poder cantar essa parte}E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alardeEu levo a carteira de identidadeUma saideira, muita saudadeE a leve impressão de que já vou tarde {sim me enrolo pra sair... como o coelho da Alice, 'tão tarde tão tarde até que arde'}
Sem fazer alardeCom muita saudade {carrego a saudade dos sonhos q não consegui viver com vc}