Saturday, October 17, 2009
...
sempre entendi a linguagem como uma evolução..
um modo de intermedio entre, pensamentos e explicações, sentimentos e argumentos..
motivos..
a linguagem, se torna complexa na medida, da complexidade de sensações, o que antes era frio e calor, fome e sede, satisfação ou não.. gerando pena, e raiva, admiração ou não..
então embora as traduções, seja um desafio absurdamente incoerente.. estamos desde todo e qqr tempo, falando.. e acumulando conhecimento, e passando conhecimento, entre pessoas, umas que nasceram ontem outras muito antes, outras ainda nem surgiram...
atravez da linguagem.. e é sinais, figuras, palavras, e palavras..
uma gerada por outra, numa mistura de povos.. outra linguagem se forma.. e desenhos, e imagens, que compõe a fila de pedestre, se colidindo entre ruas.. sem nem se saberem...
[fragmentado]
um modo de intermedio entre, pensamentos e explicações, sentimentos e argumentos..
motivos..
a linguagem, se torna complexa na medida, da complexidade de sensações, o que antes era frio e calor, fome e sede, satisfação ou não.. gerando pena, e raiva, admiração ou não..
então embora as traduções, seja um desafio absurdamente incoerente.. estamos desde todo e qqr tempo, falando.. e acumulando conhecimento, e passando conhecimento, entre pessoas, umas que nasceram ontem outras muito antes, outras ainda nem surgiram...
atravez da linguagem.. e é sinais, figuras, palavras, e palavras..
uma gerada por outra, numa mistura de povos.. outra linguagem se forma.. e desenhos, e imagens, que compõe a fila de pedestre, se colidindo entre ruas.. sem nem se saberem...
[fragmentado]
Friday, October 16, 2009
eu faço as coisas da rotina
e a rotina faz as coisas em mim..
quando eu olho pro lado e vejo que terminou mais um dia..
e não te vi... bate um certo desespero..
e uma vontade infinita.. de acabar algo agora..
algo na rotina, deveria mudar ou no meu desejo de mudar, algo na rotina..
penso diversas vezes, que é só mais um dia mas mais um dia, é pra que?
onde eu vivo afinal.. numa rotina normal, ou no desejo de mudança
busco dentro uma resposta, pra sorrir..
está nas tarefas sorrir..
é esse algo da rotina que me faz assim.
algo, que escraviza e eu já sabia do que seria.
algo, pra se mudar.. buscando o fim num recomeço de semana, segue a rotina..
pra se ter segurança e tédio
(pensando, pesando, pensando em estar triste..mas pensando somente..)
e a rotina faz as coisas em mim..
quando eu olho pro lado e vejo que terminou mais um dia..
e não te vi... bate um certo desespero..
e uma vontade infinita.. de acabar algo agora..
algo na rotina, deveria mudar ou no meu desejo de mudar, algo na rotina..
penso diversas vezes, que é só mais um dia mas mais um dia, é pra que?
onde eu vivo afinal.. numa rotina normal, ou no desejo de mudança
busco dentro uma resposta, pra sorrir..
está nas tarefas sorrir..
é esse algo da rotina que me faz assim.
algo, que escraviza e eu já sabia do que seria.
algo, pra se mudar.. buscando o fim num recomeço de semana, segue a rotina..
pra se ter segurança e tédio
(pensando, pesando, pensando em estar triste..mas pensando somente..)
Tuesday, October 13, 2009
caio fernando abreu (estranhos estrangeiros)
No segundo seguinte, você ia tocá-la, você ia tê-la. Era tão. Tão imediata. Tão agora. Tão já. E não era. Meu Deus, não era. Foi você que errou? Foi você que não soube fazer o movimento correto? O movimento perfeito, tinha que ser um movimento perfeito. Talvez tenha demonstrado demasiada ansiedade, eu penso. E a coisa se assustou, então. Como se fosse uma fruta madura, à espera de ser colhida. É assim que vejo ela, às vezes. Como uma coisa parada, à espera de ser colhida por alguém que é exatamente você. Não aconteceria com outro. Depois, quando ela foge, penso que não, que não era uma fruta. Que era um bicho, um bichinho desses ariscos. Coelho, borboleta. Um rato. É preciso cuidado com o arisco, senão ele foge. É preciso aprender a se movimentar dentro do silêncio e do tempo. Cada movimento em direção a ele é tão absolutamente lento que o tempo fica meio abolido. Não há tempo. Um bicho arisco vive dentro de uma espécie de eternidade. Duma ilusão de eternidade. Onde ele pode ficar parado para sempre, mastigando o eterno. Para não assustá-lo, para tê-lo dentro dos seus dedos quando eles finalmente se fecharem, você também precisa estar dentro dessa ilusão do eterno.
Monday, October 12, 2009
a metafisionomia...
palavrear...
em degraus de compreensão
o entendimento nos perde
rodeia e se concretiza
uma volta de picadilly circus
ofuscante, totalmente sem sentido
publicidade na venda do pao
para os famintos, nao comerem biscoitos..
e se hoje eu acordei pra lua, me assinalar
novos trajetos, e rotas esquecidas
passei o dia, me vendo nos vidros descuidados e sujos
balbucieando musicas que eu cantaria pra alguem
nao ainda nao esta na hora.. nem eh hora, ainda de se estar..
mas penso, pq pensar e juntar palavras
eh exercicio, que alivia, e complica..
mas me deixa fingir chegar... enxergar o q eh ideia..
mais alem..
em degraus de compreensão
o entendimento nos perde
rodeia e se concretiza
uma volta de picadilly circus
ofuscante, totalmente sem sentido
publicidade na venda do pao
para os famintos, nao comerem biscoitos..
e se hoje eu acordei pra lua, me assinalar
novos trajetos, e rotas esquecidas
passei o dia, me vendo nos vidros descuidados e sujos
balbucieando musicas que eu cantaria pra alguem
nao ainda nao esta na hora.. nem eh hora, ainda de se estar..
mas penso, pq pensar e juntar palavras
eh exercicio, que alivia, e complica..
mas me deixa fingir chegar... enxergar o q eh ideia..
mais alem..
Sunday, October 11, 2009
Never Let Go [Tom Waits and Kathleen Brennan]
Well, ring the bell backwards and bury the axe
Fall down on your knees in the dirt
I'm tied to the mast between water and wind
Believe me, you'll never get hurt
Our ring's in the pawnshop, the rain's in the hole
Down at the Five Points(1) I stand
I'll lose everything
But I won't let go of your hand
Well, Peter denied and Judas betrayed
I'll bail with the roll of the drum
And the wind will tell the turn from the wheel
And the watchman is making his rounds
Well, you'll leave me hanging by the skin of my teeth
I've only got one leg to stand
You can send me to hell
But I'll never let go of your hand
Swing from a rope on a cross-legged dream(?)
Signed with One Eyed Jack's blood
From Temple to Union, to LA and Grand
Walking back home in the mud(2)
Now I must make my best of the only way home
Molly deals only in stone
I'm lost on the midway, I'm reckless in your eyes
Just give me a couple more throws
I'll dare you to dine with the cross-legged knight
Dare me to jump and I will
I'll fall from your grace
But I'll never let go of your hand
I'll never let go of your hand
Friday, October 09, 2009
Thursday, October 08, 2009
encontro no deserto
eu pensei ter visto Deus
enquanto atravessei o deserto
por sete anos vivendo de restos
que me apareciam num delírio
apareceu numa nuvem uma imagem familiar
chamei de pai, era parecido mas nem tanto
poderia ser talvez um aviador maluco
talvez o mesmo aviador do pequeno príncipe
eramos diferentes ele voava
eu me derretia naquelas areias quentes
acreditei que ele saberia mais do que eu
pois estava numa situação favorável
sentei no chão seco e gritei
-eeei vc me dá um sinal!
e era fumaça pra todo o lado
quase morri asfixiada
pensei Deus me quer morta?
mas achei que ele podia ter se confundido
com o tal sinal
lembrei que ele podia não falar a minha língua
tentei uma comunicação em grego antigo
italiano, inglês, até mandarim
nada de Deus olhar pra mim
pensei me esqueceu
ou será que pra ele eu não existo
e era tão ao contrário
era eu quem não acreditava
pois ele nunca tinha antes me surgido
depois de umas quatro horas e muitas tentativas vãs..
comecei a chorar.
Deus é surdo, só podia. Não! não podia ser!!
foi então que percebi.... que ele não respirava.
lá de cima, estava imóvel, uma imagem de luz consagrada
parada.
-Deus Morreu.
estava certo Frederico.
enquanto atravessei o deserto
por sete anos vivendo de restos
que me apareciam num delírio
apareceu numa nuvem uma imagem familiar
chamei de pai, era parecido mas nem tanto
poderia ser talvez um aviador maluco
talvez o mesmo aviador do pequeno príncipe
eramos diferentes ele voava
eu me derretia naquelas areias quentes
acreditei que ele saberia mais do que eu
pois estava numa situação favorável
sentei no chão seco e gritei
-eeei vc me dá um sinal!
e era fumaça pra todo o lado
quase morri asfixiada
pensei Deus me quer morta?
mas achei que ele podia ter se confundido
com o tal sinal
lembrei que ele podia não falar a minha língua
tentei uma comunicação em grego antigo
italiano, inglês, até mandarim
nada de Deus olhar pra mim
pensei me esqueceu
ou será que pra ele eu não existo
e era tão ao contrário
era eu quem não acreditava
pois ele nunca tinha antes me surgido
depois de umas quatro horas e muitas tentativas vãs..
comecei a chorar.
Deus é surdo, só podia. Não! não podia ser!!
foi então que percebi.... que ele não respirava.
lá de cima, estava imóvel, uma imagem de luz consagrada
parada.
-Deus Morreu.
estava certo Frederico.
Monday, October 05, 2009
filosofia catastrófica
toda a explicação gera dúvidas
nem tanto quanto a pergunta?
uma boa definição de equilibrio
é o encontro inusitado do sentido
de um objeto pela inexistencia
de sentido de todos os outros..
uma coisa é: tão somente pelo que ela não são.
o resto é música.
[e meu sorriso em sua direção]
nem tanto quanto a pergunta?
uma boa definição de equilibrio
é o encontro inusitado do sentido
de um objeto pela inexistencia
de sentido de todos os outros..
uma coisa é: tão somente pelo que ela não são.
o resto é música.
[e meu sorriso em sua direção]
ouça, esse verso sem melodia descoberta recente mas que sempre esteve presente, misturado a rotina
leia agora com os olhos que cansam de olhar atentos a tantos planos desfeitos
e sonhos descompridos
não sou de ter propósito por isso me perco em letras sem sentido
me indago
me afogo no desconhecido em busca de uma razão
pra pedir um minuto do seu tempo
sou sem espaço e me vago
no vazio que só ocupa meu inteiro
em pedacinhos você me encontra
um dia estará completo o nosso jogo de mistérios
e segredos...
o que pode dar errado? quando não existe nada certo...
leia agora com os olhos que cansam de olhar atentos a tantos planos desfeitos
e sonhos descompridos
não sou de ter propósito por isso me perco em letras sem sentido
me indago
me afogo no desconhecido em busca de uma razão
pra pedir um minuto do seu tempo
sou sem espaço e me vago
no vazio que só ocupa meu inteiro
em pedacinhos você me encontra
um dia estará completo o nosso jogo de mistérios
e segredos...
o que pode dar errado? quando não existe nada certo...
Subscribe to:
Comments (Atom)