Monday, August 16, 2010

há vagas

Meu destino por acaso não está em suas mãos
e por intermináveis céus voa o pássaro
à margem do planeta

forças naturais destroem infundadas idéias
de leveza ninguém pode perceber
o quanto estive errada

utópica

seja lá como for, eu não tenho a chave
e nem pretendo abrir portas

seja lá como for, se não me entendem
ainda posso entender isso tudo
sem explicação

(acendo mais um cigarro e tudo se esfumaça
você não devia fazer isso com alguém que te ama)

Monday, August 02, 2010

uma centelha de caos

uma fração de final
o todo querendo tudo
as partes de partida

virando ventania
poética em pó


(ao regresso)

estradas de ferro
me levem daqui
eu que nada peço
apareço, às vezes,
implorando retorno

estradas restritas de sono
porque é assim?

tão longe o que me carrega
distante onde te acho

poderíamos atracar,

se somos ondas?

deserto de silêncios

Você está fazendo as perguntas erradas..
para verdade que é sempre visível
de tão óbvia, desaparecer

eu posso te ajudar sim a perguntar
o que eu poderia te responder
mas o medo de sofrer te leva
do escudo à espada, me criando uma redoma

e eu bela mediocre, intacta, e solitária
mortalmente perco meu sentido pra virar
imagem

miragem desesperada
de um lago longo e distante.