garganta espremida
o olhar não fixa
tudo ao redor gira
o sol lá fora
o medo de ir embora
a vontade que apavora
foi sem querer que pedi ajuda
nos ventos os abismos
na mente a prisão
eu sei ser egoísmo
mas prefiro solidão
entre lembranças de carinhos
e o medo da morte
olhares sem sorrisos
eu ando pelo vale
não tenho nenhum valor
minha existencia me assombra