Thursday, December 30, 2010


why can't we be friends?

Tuesday, December 28, 2010

o que realmente vai acontecer se alguma coisa nao mudar?

ela hesitou em me perguntar, e eu insisti..
depois de longas horas no telefone, ela resolveu dizer que tinha duvidas.. eu passei seguranca na voz, mas perdi o chao ao ouvir aquelas palavras..

ela disse que era melhor deixar pra la, e eu quis dizer que sim, mas.. : -fale mais..
eu nao sei pq a voz dela sempre me atraiu, hoje percebo que prefiro a paz indiferente do silencio do que meus pensamentos reproduzindo a tonalidade daquela voz insistindo em me confundir com palavras..

eu sei que sou obssessiva, nao apenas pelos outros mas por me conhecer, e me conhecendo sei tambem que tanta obsessao faz mal, que precisa de um remedio, uma cura, mas a mudanca vem naturalmente, quase sem motivo mudamos o tempo todo talvez para redescobrir o brilho da chuva, quando a chuva vem, imprevisivel como o vento somos em sumo simples palavras..

pronomes soltos..

ho ho ho


me inscreva na sua lista de natal
que eu te descrevo o que eh ser esquecido pelo papai noel...


__________________________________________________


"Confira tudo que respira conspira"

_________________________________________________

culpas.. vc alimenta.. eu suicido

suicidio coletivo?

(...)argumentos de amor ao proximo
sao utilizaveis para satisfacao
da preguica e manipulacao alheia

creio que nao tem mais jeito
deixo o mundo na miseria,

com amor,
humanidade

ressaca


vivo perdida
prefiro
agora já não
morrer toda a vez q me encontro está me matando
em vão

Monday, December 20, 2010

esperando a flor pousar na borboleta
de cabeça para baixo

o sol se foi a noite atravessa, pela janela novos horizontes
carinho, atenção, reflete no espelho um olhar descuidado
livros espalhados pelo quarto sede de novos mistérios

o sorriso que levaste não deixou rastro
a vontade de correr retilínio novos rumos
em brancas nuvens não passaste

e de passado vivem túmulos
a coragem do que possa parecer ser sozinha
sem você

quem sabe na lembrança ainda me abrace

Wednesday, December 08, 2010


Monday, December 06, 2010

fito paez...

Se me hacía tarde, ya me iba
siempre se hace tarde en la ciudad
cuando me di cuenta estaba vivo
vivo para siempre de verdad.
Hoy compré revistas en palermo
no pensaba en nada, nada más
y caí que al fin esto en un juego
todo empieza siempre una vez más.
Y a rodar, y a rodar, y a rodar
y a rodar mi vida
y a rodar, y a rodar, y a rodar
y a rodar mi amor.
yo no sé dónde va,
yo no sé dónde va mi vida
yo no sé dónde va, pero tampoco creo que sepas vos.
quiero salir, sí, yo quiero vivir
y quiero dejar una suerte de señal
si un corazón triste pudo ver la luz
si hice mas liviano el peso de tu cruz
nada mas me importa en esta vida aún.
chau, hasta mañana.
Y a rodar, y a rodar, y a rodar
y a rodar mi vida
y a rodar, y a rodar, y a rodar
y a rodar mi amor.
yo no sé dónde va,
yo no sé dónde va mi vida
yo no sé dónde va, pero tampoco creo que sepas vos
quiero salir, sí, quiero vivir
quiero dejar una suerte de señal
si un corazón triste pudo ver la luz
si hice mas liviano el peso de tu cruz.
nadie tiene a nadie
yo te tengo a vos
dentro de mi alma
siento que me amas.
chau, hasta mañana.

Monday, November 29, 2010

História é o que se conta

O silêncio de Coltrane recita, um futuro inesperado
que o passado amedronta a alma dos que acreditaram..
Eu nunca fui assim, aceito só a duvida até me provarem o contrário

vi museus da crueldade humana, quis chorar
sentei na praça onde milhares perderam vidas


pensei passado presente o que é mesmo que vale a pena?
não sei a resposta mas o futuro não me parece atraente
Meu olhar cansou

de ver o quanto a gente pode se esquecer da verdade
ouvindo em vão, calando o pensamento

com o que era mesmo?

se ninguém sabe nada
porque aceitar que outros decidam por você?


Deixa a musica tocar, a memória ecoa, o vazio humano a vasta noção estupida de superioridade
Deixa a musica preencher, a sala de jantar de enfeite, sensações limitadas pelo medo

Mas deixa que no final é tudo coisa de momento

Monday, November 15, 2010

matisse


O mundo é vazio e pequeno.
Você disse pra não limitar o amor.
Meu amor é sem fronteiras
Você quem se afastou mas não percebe

O mundo é tolo sem sentido
Minha solidão é do tamanho do meu quarto
Ninguém me conhece e ninguém se importa
Me enganei pensando que era você

Quem me tiraria desse pequeno vazio
Me esqueci de mim quando entendi
Que você não queria mais
Sofro agora por lembrar

o mundo é vazio e pequeno...

Miró


Por favor, desliga essa luz falem mais baixo. me deixe no escuro, no silêncio desmanchando.. Acabou e não dá pra viver assim choro sem fim, receio não alcançar as expectativas externas quero morrer, ninguém vai esperar .. Apaguem essa luz, falem mais baixo preciso do escuro do silêncio estou definhando.. Que o fim é belo, que a tristeza me parece atraente, eu sei.. do cansaço guardado no peito de tentar te esquecer também morro a cada lembrança tua sofro todo o dia e se deixar o dia inteiro

me deixa no escuro em silêncio por favor
preciso morrer.

Kandinsky


Eu Quero morrer. Quero morrer agora
Pra essa dor parar


e quem liga? Ninguém realmente se importa. Minha vida é vazia, é mesquinha é sozinha era melhor já estar morta, o que me espera pela frente não sei se quero saber na verdade o que perdi acabou com a vontade que existia.

Quero morrer. Quero morrer agora.
Pra dor parar
.

Monday, November 08, 2010

Monet


eu choro, todo o dia que acordo
e acordo todo o dia

eu choro toda noite antes de dormir, e durmo
toda a noite

acho que a vida perdeu qualquer sentido
talvez..

continuarei vivendo enquanto lagrimas tiver
talvez...

Aprenderei a nadar ou
Me afogue de vez

queria apenas esquecer
de como se chora

quando lembro do teu sorriso

Monday, October 25, 2010


Será o fim pra sempre triste?
Será a noite fria em sonho (ou Será que é...)
Na lua que dormem nossos demônios?

Na chuva quebram-se as cores
Tarde ensolarada de primavera,
flores e grama verde, ai, quem me dera (...)

[vivo no outono]

Eu sei do que sei porque o que sei já foi dito
já dizia o velho marinheiro
perdido em alto mar de janeiro a janeiro


Um belo dia mareado ficou
Ao perceber os olhos esbugalhados de um peixe
consumido de consciência pensou - 'Viver que se deixe!'

Velho marinheiro alimentava-se de algas
salgava o arroz com mar
salvava baleias de caçadores sem almas

Lágrimas, nunca o viram chorar
escrevia poesia o achavam sensível
sorria, às vezes, não ia a festas
tinha a maior companhia pros dias
solitários, o whisky tão velho quanto ele

Um caderno, caneta e o pensamento
livre de qualquer arrependimento
que nenhum nó poderia amarrar.

Monday, October 18, 2010

Quando penso em ir embora
estou voltando
enquanto penso sobre o mundo
vai mudando

algo dentro bem profundo
alforria
a verdade estranhamente
vicia

faz sentido, faz bico
sempre tem jeito pra dar, senao encontra um jeito, doa mesmo o coracao
esse eh grande sempre pode-se arrancar um pedaco, despedacar, e jogar de lado..
somos humanos, somos todos quase sempre errados em exatidao
atrasados pelo ponteiro

amantes amadores
de sonho e sorrisos, em vao..

Monday, August 16, 2010

há vagas

Meu destino por acaso não está em suas mãos
e por intermináveis céus voa o pássaro
à margem do planeta

forças naturais destroem infundadas idéias
de leveza ninguém pode perceber
o quanto estive errada

utópica

seja lá como for, eu não tenho a chave
e nem pretendo abrir portas

seja lá como for, se não me entendem
ainda posso entender isso tudo
sem explicação

(acendo mais um cigarro e tudo se esfumaça
você não devia fazer isso com alguém que te ama)

Monday, August 02, 2010

uma centelha de caos

uma fração de final
o todo querendo tudo
as partes de partida

virando ventania
poética em pó


(ao regresso)

estradas de ferro
me levem daqui
eu que nada peço
apareço, às vezes,
implorando retorno

estradas restritas de sono
porque é assim?

tão longe o que me carrega
distante onde te acho

poderíamos atracar,

se somos ondas?

deserto de silêncios

Você está fazendo as perguntas erradas..
para verdade que é sempre visível
de tão óbvia, desaparecer

eu posso te ajudar sim a perguntar
o que eu poderia te responder
mas o medo de sofrer te leva
do escudo à espada, me criando uma redoma

e eu bela mediocre, intacta, e solitária
mortalmente perco meu sentido pra virar
imagem

miragem desesperada
de um lago longo e distante.

Wednesday, July 21, 2010

fragmentos de um pintor


Era ela sentada atrás do balcão, tinha um ar de sonhadora e cabelos ondulados, parecia francesa, olhos sutilmente verdes, ou azuis. Imaginei o que a distraía em pensamento.
'lembre-se sempre que possível. Que eu gosto de ti. Eu gosto de ti? Eu gosto de ti.. Enfim...' -No que posso te ajudar? - disse para mim.

Fiz que não com a cabeça, me pegou de surpresa, me arrancou do sonho, não preciso de ajuda pra escolher algum produto desta loja, no entanto, pra entender aquele olhar talvez precise mais do que uma vida, inteira.
___________________________________________________

Eram aqueles olhos, uma incógnita que evitei? Estarrecido. Não fazia sentido procurar o adjetivo perfeito para ocasião, mas no fundo porque não?
Sem fazer rodeios... desisti da ideia, pela porta aberta segui pro saguão.
Do hotel. Ao elevador. Meu quarto.

Numa tela gasta, representei meu mais secreto quadro,
desenhei seus olhos olhando em minha direção,
um olhar
meu
enigma...
__________________________________________________

Profunda observação, pensei. quando não sei bem porque é assim,
é assim que percebo bem, o que é importante ou não.
tenho minha roupa coberta por manchas de tinta, respingos.
da janela a pintura adquire asas, tempestades levantam telhados, não era pra ser achada, da expectativa como escapo? mais um ponto de fuga.

Geometria medida segura.
Seguro sua mão num suspiro, na plataforma totalmente sem planos.
Adeus, adeus, já vou indo.

muito bom

e sabe o que é melhor?
ouvir sua voz no meu ouvido, e sabe o que é melhor?
acordar do seu lado num domingo

e não precisar levantar...
e não precisar do mundo lá fora..
e não querer saber de mais nada.

tensão à superfície

repugnante
acordo, me enojando da minha condição

repulsiva
acredito, que todos se afastarão

com o passar da manhã
aumenta o asco interno
nenhum espelho quebro.
de tão impotente não levanto.
sombra como é bela, sua presença não revela
e aqui persigo a noite

no suposto refugio da escuridão.

exilada da imagem, que os olhos não captam
e o coração não resiste.

na Rua Manuel da Nóbrega

te sonho
e desejo teu sono
do meu lado
vontade sem jeito
por beijos
e poemas
que não param

brotam
tolas idéias
de viver pra sempre
com alguém
porque me dividir em você
é me encontrar
feliz
talvez como deveria ser

mas não é
ou não, é.

saber da distancia
é vontade de estar perto
será sincero tanta insegurança
e carinho e sede por carinho o que me prende
o que te prende, eu quero. te quero pra sempre
um sempre, que não chega nunca. e não dura pouco.

há um amor meu que deixei contigo..

Tuesday, July 20, 2010

Ninguém me Ama, Ninguém me Quer, Ninguém me chama de Baudelaire!!!

L'Horloge

Horloge! dieu sinistre, effrayant, impassible,
Dont le doigt nous menace et nous dit: "Souviens-toi!
Les vibrantes Douleurs dans ton coeur plein d'effroi
Se planteront bientôt comme dans une cible;

"Le Plaisir vaporeux fuira vers l'horizon
Ainsi qu'une sylphide au fond de la coulisse;
Chaque instant te dévore un morceau du délice
A chaque homme accordé pour toute sa saison.

"Trois mille six cents fois par heure, la Seconde
Chuchote: Souviens-toi! -- Rapide, avec sa voix
D'insecte, Maintenant dit: Je suis Autrefois,
Et j'ai pompé ta vie avec ma trompe immonde!

"Remember! Souviens-toi! prodigue! Esto memor!
(Mon gosier de métal parle toutes les langues.)
Les minutes, mortel folâtre, sont des gangues
Qu'il ne faut pas lâcher sans en extraire l'or!

"Souviens-toi que le Temps est un joueur avide
Qui gagne sans tricher, à tout coup! c'est la loi.
Le jour décroît; la nuit augmente; souviens-toi!
Le gouffre a toujours soif; la clepsydre se vide.

"Tantôt sonnera l'heure où le divin Hasard,
Où l'auguste Vertu, ton épouse encor vierge,
Où le Repentir même (oh! la dernière auberge!),
Où tout te dira: Meurs, vieux lâche! il est trop tard!"


[Charles Baudelaire]

Monday, July 19, 2010

genealogicamente incorreta
juntei a fome com a vontade certa
de não ter espaço no passado para mais um passageiro
mas além do túmulo vi herdeiros
e além da falta, os conselhos
pode ser que não esteja farta mas assim
como vai e passa o desejo me comeu inteira

e peço desculpas à geologia
pois me fiz de pedra quando eu era mato
e desviei caminhos me fazendo areia
quando nunca havia deixado de ser agua

num encontro belo e com uma força
desumana minha divindade te deixou
no novo continente próspero
e vi nos museus atuais ruínas

meus rubis perdi em diamantina
e me pergunto agora
o que seria a felicidade plena?

Sunday, July 18, 2010

sonhos de uma vida melhor
tomar decisões juntos


pare de se esconder da sua ironia

o que te faz viver uma vida com paixão.

fez um ótimo trabalho hoje, organizando tudo.

veio até um mensageiro trazer um cheque me senti importante.
porque isso, isso é pra você.



-calma ai calma ai, cabelo no batom.

Friday, July 16, 2010

Marisa Monte

Pernambucolismo

Eu vou fazer
um movimento, amor
uma canção para inventar o nosso amor

eu vou fazer
uma revolução

eu vou pra londres, vou pra longe
sei que vou
onde luar
não há igual aqui
igual aqui não há
outro lugar

eu sinto bucolismo
eu sinto bucolismo

pernambucobucolismo
pernambucobucolismo
pernambucobucolismo

Thursday, July 15, 2010

Me Deixas Louca/Me Vuelves Loco


Cuando camino por la calle
y del brazo vas conmigo,
[...]

E quando sinto que
Teus braços se
Cruzaram em minhas costas
Desaparecem as palavras
Outros sons enchem o espaço
Você me abraça
A noite passa

(A. Manzanero - Versão: Paulo Coelho)

Sunday, July 11, 2010

Verdades caem de árvores



Verde é o despertar de um auto-engano.

Iluminando o amadurecimento.

Na aurora do tempo, o sono.

Thursday, July 08, 2010

blá blá blá

Um dia após o outro, um dia após o outro. uma Ova.
não tenho do que reclamar, tive pizza no jantar, e tenho um violão e uma guitarra. gosto de jazz, folk e blues. e alguns ritmos brasileiros. já fui nos shows do chico buarque e da rita lee. não me arrependo de muitas coisas, talvez de nada, não sei bem ainda. já pedi desculpas e perdão. fui muito bem recebida em lugares inóspitos.
adoro conversar com taxistas, não gosto de ir em shows com a minha
mãe, ela é muito protetora.
eu queria ter meu próprio canto, e não apenas me refugiar na minha
cabeça, mas essa está dando conta por enquanto.
tenho muitos planos, e não faço nada. quase como a população
sedentária e antipática. não gosto de agrados. mas gosto de política
e filosofia, para explicar a essência conturbada humana.
tenho traumas de infância, e palavras rudes, que me maltratam
nas horas que preciso ter coragem pra alguma coisa.
não gosto de entrevistas mas sempre me saio bem. talvez por gostar
de ser a atração da festa, ainda que tímida e sem conteúdo
sou astuta e alcólatra, se é que se pode ser isso ao mesmo tempo
não gosto de sol, nem de calor, não gosto de suar.
eu queria cantar. se eu ainda pudesse, com a pureza de alguém que gosta mesmo de cantar.

the great fire of london


Wednesday, June 30, 2010

Desisto de desistir

e como desistente precoce, sei que seria bem sucedida, mas não garantida satisfação, já que minha alegria se concentra no seu sorriso, por isso digo, e repito, e como sei que você, às vezes, lê isso: desisto.

quando me quiser saiba que acredito, e ainda quero te ouvir.

Thursday, June 24, 2010

bar-bu-le-ta...


Uma borboleta
tranformando a vida em cores...

Saturday, June 12, 2010

Paulo Henriques Britto

**Pessoana

Quando não sei o que sinto
sei que o que sinto é o que sou.
Só o que não meço não minto.
Mas tão logo identifico
o não-lugar onde estou
decido que ali não fico,
pois onde me delimito
já não sou mais o que sou
mas tão-somente me imito.
De ponto a ponto rabisco
o mapa de onde não vou,
ligando de risco em risco
meus equívocos favoritos,
até que tudo que sou
é um acúmulo de escritos,
penetrável labirinto
em cujo centro não estou
mas apenas me pressinto
mero signo, simples mito.

Friday, June 11, 2010

Energia, percebo... o quê? Era amor?!
desconheço quase
sempre desconfio

e por menor que fossemos
saboreio todo o momento

do movimento de algo vindo ao meu encontro
como se ao fechar os olhos
fosse eu a subir, não mais gotas de chuva caindo
lavando meu rosto se misturando as lágrimas...

essa chuva relativamente gelada
me carrega pra fora de mim



Monday, June 07, 2010

duplicatta

eu que não sei nem ser eu mesma
copio a tudo e a todos
copio a morte
copio a sorte de outros

Friday, June 04, 2010

papos de ruas dançantes...



diz " Linhas de raciocínio que se desencontram"

vê " Acho que até sexta nada muda"

Thursday, May 27, 2010

sou um futuro imperfeito de um passado sem lugar.

Tuesday, May 25, 2010

cética visão de guardanapo

meu olhar profundo
não explica

denuncia um valor ausente

a falta de foco
nubla

turva meu futuro descontente

pode ser verdade q no fim não exista nada mais
tanto quanto poderia ser mentira.

Sunday, May 16, 2010

parti
reparte o tempo só

nem vi
o que deveria ver?

esquecer não é perdoar
sem perceber fui embora

não é a tristeza que torna belo seus versos
mas a sinceridade

reinventarei em mim
paisagens pra observar

o que antes era puro, agora, puro vazio

lembro mais do que gostaria
nosso olhar desencontrado
o abraço desajeitado

medo do futuro e culpados sem juiz

não importa nada mais
eu sei


o que me deixa contente
é confirmar a certeza que sempre tive em mente
vai ser mais feliz assim comigo ausente


teatro magico [...]

Tá certo que o nosso mal
Jeito foi vital
Pra dispensar o nosso tom;
O nosso som pausou.

E por tanta exposição
A disposição cansou.
Secou da fonte da paciência
E nossa excelência ficou lá fora.

Solução é a solidão de nós.
Deixe eu me livrar das minhas marcas;
Deixe eu me lembrar de criar asas.

Deixa que esse verão eu faço só.
Deixa que esse verão eu faço só.
Deixa que nesse verão eu faço sol.

Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu melhor.

A conta da saudade
Quem é que paga?
Já que estamos brigados de nada;
Já que estamos fincados em dor.

Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena não ter pressa pra passar.

Friday, April 16, 2010

hiLda hiLst

IX.
Se você quer se matar porque o país está podre, e você quase, pegue uma pedrinha de canfora e uma lata de caviar e coloque ao lado seu revólver. Em seguida, coloque a pedrinha de cânfora debaixo da língua e olhe fixamente para a lata de caviar. Só então engatilhe o revólver. (É bom partir com olorosas e elegantes lembranças. Atenção: não de um tiro na boca porque a pedrinha de canfora se estilhaça).


Alcoólicas de Hilda Hilst



É crua a vida. Alça de tripa e metal.

Nela despenco: pedra mórula ferida.

É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.

Como-a no livor da língua

Tinta, lavo-te os antebraços, Vida, lavo-me

No estreito-pouco

Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida

Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.

E perambulamos de coturno pela rua

Rubras, góticas, altas de corpo e copos.

A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.

E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima

Olho d'água, bebida. A Vida é líquida.


(Alcoólicas - I)



* * *



Também são cruas e duras as palavras e as caras

Antes de nos sentarmos à mesa, tu e eu, Vida

Diante do coruscante ouro da bebida. Aos poucos

Vão se fazendo remansos, lentilhas d'água, diamantes

Sobre os insultos do passado e do agora. Aos poucos

Somos duas senhoras, encharcadas de riso, rosadas

De um amora, um que entrevi no teu hálito, amigo

Quando me permitiste o paraíso. O sinistro das horas

Vai se fazendo tempo de conquista. Langor e sofrimento

Vão se fazendo olvido. Depois deitadas, a morte

É um rei que nos visita e nos cobre de mirra.

Sussurras: ah, a vida é líquida.


(Alcoólicas - II)



* * *



E bebendo, Vida, recusamos o sólido

O nodoso, a friez-armadilha

De algum rosto sóbrio, certa voz

Que se amplia, certo olhar que condena

O nosso olhar gasoso: então, bebendo?

E respondemos lassas lérias letícias

O lusco das lagartixas, o lustrino

Das quilhas, barcas, gaivotas, drenos

E afasta-se de nós o sólido de fechado cenho.

Rejubilam-se nossas coronárias. Rejubilo-me

Na noite navegada, e rio, rio, e remendo

Meu casaco rosso tecido de açucena.

Se dedutiva e líquida, a Vida é plena.


(Alcoólicas - IV)



* * *



Te amo, Vida, líquida esteira onde me deito

Romã baba alcaçuz, teu trançado rosado

Salpicado de negro, de doçuras e iras.

Te amo, Líquida, descendo escorrida

Pela víscera, e assim esquecendo

Fomes

País

O riso solto

A dentadura etérea

Bola

Miséria.

Bebendo, Vida, invento casa, comida

E um Mais que se agiganta, um Mais

Conquistando um fulcro potente na garganta

Um látego, uma chama, um canto. Amo-me.

Embriagada. Interdita. Ama-me. Sou menos

Quando não sou líquida.


(Alcoólicas - V)

(in Do Desejo - Campinas, SP: Pontes, 1992.)

Tuesday, April 13, 2010


o que tem pra ser dito?
jamais escutaríamos

Sunday, April 04, 2010

Mas nessas coisas de querer. Não podemos fazer cais, apenas marés.

Saturday, April 03, 2010

onde o romantismo me levar..
pelo amor simplesmente existo.

Friday, January 29, 2010

cinzas [paulinho moska]

Álgida saudade me maltrata desta ingrata
Que não me sai do pensamento
Cesse o meu tormento, tréguas à minha dor
Ressaibos do meu triste amor

Atro é o meu grande martírio
Das sevícias tenho n'alma a cicatriz
Deus, tem compaixão deste infeliz
Mata meus ais...Por que sofrer assim
Se ela não volta mais?

Esse pobre amor que um dia floreceu
Como todo amor que é sem vigor, morreu
Ai, mas eu não posso esquecê-la não
A saudade é enorme no meu coração

Versos que a pujança desse amor cantei
Lira de poeta que a sonhar vibrei
Cinzas, tudo cinzas eu vejo enfim
Desta saudade enorme que reside em mim

Morto ao dissabor do esquecimento
Num momento ebanizado da paixão
Está um coração que muitas dores padeceu
Um pobre coração que é o meu

Dentro de minh'alma que se aflige
Tem um esfinge emoldurando muitas fráguas
Deus porque razão que as minhas mágoas,
A minha dor não fogem de minh'alma
Como fugiu o a...mor

Thursday, January 28, 2010

eureka

entendi a amizade das duas
uma não interfere na vida da outra
mas ambas interferem na minha

será injustiça não ser amiga de nenhuma?


após todas as conversas
todas as cervejas
após todos os problemas
jogados a limpo
no limbo
sozinha seco minhas lágrimas
nesse mar salgado de mágoas

eu já nem sei o que pensar

Thursday, January 21, 2010


Friday, January 15, 2010


o que será mesmo impossivel?
será mesmo impossivel?

Thursday, January 14, 2010

baby, há quanto tempo!

Wednesday, January 13, 2010

o vento contra o cais de Porto Alegre


hoje é um dia que eu gostaria de esquecer
ontem um dia que queria não lembrar
amanhã quem sabe, o dia me apague da memória

e o infinito do tempo, enfim me encontre

Tuesday, January 12, 2010

no caminho pra lua

(...)decidi ir a pé, o caminho é longe eu sei, e a lua
tem fases que podem me afastar, crises existenciais
que podem me fazer querer me matar, com um olhar
a lua me desarma, e eu que nunca tive espada
de peito aberto, traço rumos complexos pra vivermos
livre, livres do mundo, sobreviventes, quero todo o apoio
do mundo

pra repassar pra lua, minha admiração que não me anula
e meu olhar poderia vagar milênios observando-a nua, lua.

Monday, January 11, 2010

The Boy With The Thorn In His Side



The boy with the thorn in his side
Behind the hatred there lies
A murderous desire for love
How can they look into my eyes
And still they don't believe me ?
How can they hear me say those words
Still they don't believe me ?
And if they don't believe me now
Will they ever believe me ?
And if they don't believe me now
Will they ever, they ever, believe me ?
Oh ...

The boy with the thorn in his side
Behind the hatred there lies
A plundering desire for love
How can they see the Love in our eyes
And still they don't believe us ?
And after all this time
They don't want to believe us
And if they don't believe us now
Will they ever believe us ?
And when you want to Live
How do you start ?
Where do you go ?
Who do you need to know ?

Oh ...
Oh no ...
Oh ...

[Lyrics by Stephen Morrissey /Music by Johnny Marr]

Sunday, January 10, 2010

ouvi de fontes seguras
que a gente não vai ficar
queria poder não acreditar
nessas coisas..

Friday, January 08, 2010

after across the sea

é idade de dizer-te não te quero, e não querer-te é o que me trouxe aqui
é pra onde vou

é idade de entender nunca foi sincero, era o impossivel tão atraente mero acaso
descaso com meus sentimentos

e eu que sinto tanto
sento livre do desencanto

que não passa mais por aqui.. o que passaria? o que eu deixei passar que não volta?

que volta eu terei de dar pra lembrar que não te pertenço, que sou livre do meu desejo

livre de mim mesma.

Friday, January 01, 2010

novo dia/ novo ano


(Ao som de caetano das antigas)

Trem das Cores

A franja na encosta
Cor de laranja
Capim rosa chá
O mel desses olhos luz
Mel de cor ímpar
O ouro ainda não bem verde da serra
A prata do trem
A lua e a estrela
Anel de turquesa
Os átomos todos dançam
Madruga
Reluz neblina
Crianças cor de romã
Entram no vagão
O oliva da nuvem chumbo
Ficando
Pra trás da manhã
E a seda azul do papel
Que envolve a maçã
As casas tão verde e rosa
Que vão passando ao nos ver passar
Os dois lados da janela
E aquela num tom de azul
Quase inexistente, azul que não há
Azul que é pura memória de algum lugar
Teu cabelo preto
Explícito objeto
Castanhos lábios
Ou pra ser exato
Lábios cor de açaí
E aqui, trem das cores
Sábios projetos:
Tocar na central
E o céu de um azul
Celeste celestial
o tempo indisponível de londres
a conta que foi pra velha casa
a casa que foi reformada e agora vendida
pra novos moradores...

o dia cinza que não chove
e chuva fina, que fingia não molhar
o medo de não ter guarda-chuva
chovia por dentro sem notar


semente de sonhos..

eu vi um castelo no alto da montanha
nem tão alta, acessível

expliquei pra quem poderia me ouvir
é lá que quero chegar, vou ser feliz

-se é o que você quer ver...-quando eu chegar te ligo...

de tanto encher os ouvidos, daqueles que estavam por perto
e por fazer das lembranças meu escudo
realmente achei era o certo

por criar na mente
fantasia de paraíso, deixar as nuvens mais fofas
e brancas
lavar com sabão todo o problema encontrado
e estar sem nós...
me deram um colar, pra levar junto

que não era boa sorte
havia no interior uma semente
eu deveria plantar
nos jardins dos meus sonhos

a semente era saudável
meu pescoço, é que foi fraco
nunca fui do tipo forte, 

qualquer responsabilidade me apavora, 
gosto de não ter conta telefônica

me enforcou o tal colar..
antes do castelo chegar
plantei a semente onde deu
e voltei 


pra recuperar meu futuro
já é hora de trocar de endereço
e descer o castelo das nuvens...

plus

já era confuso
sem o esquema
um grande problema
mesmo sem o fuso

horário.

foi desdo começo
um eterno passado
ficando ressecado
vontade contra o medo

contrário..


não tem solução
antes fossemos um resultado
talvez existimos sem noção

uma lógica sem ponto de vista
da ideal matemática
uma soma subtraída.