Friday, January 28, 2011
Lua na Casa 11/ Vênus na Casa 5
"Em geral, este é um dos melhores posicionamentos para um relacionamento pessoal, permitindo que vocês desfrutem não só do amor, mas também da amizade."
"...é uma das maiores indicações de que neste relacionamento haverá amor ou, no mínimo, amizade."
estava lá no nosso horóscopo, na conjunção dos nossos mapas, mas mapas só servem pra indicar um caminho.. não é determinante, nenhum destino. estava lá.. eu queria tanto poder acreditar no infinito.. o sentimento, sei é maior do que a distancia, a presença ainda ausente não desfaz uma esperança em voltar a ser feliz, contente, a sorrir como sorrimos, quando tudo era flores.. flores? a maior concentração de flores, fica na porta dos cemitérios, em túmulos.. mas era tão bonito.. lembrar de você, era lembrar de sorrir.. e quando palavras rudes, me surgiam, como um escudo você me deixava segura.. embora tanta inseguranças tivemos.. a historia, são historias agora.. e os agoras são diversos dos sonhados.. projeções, promessas, o que ficou que deveria ser recuperado? eu não sei.. não lamento, ainda que cultive esse gostinho de quero mais.. um mais, confuso.. que querer nenhum ousaria explicar..
Thursday, January 27, 2011
pessoa simpática
Sabia que você não é sempre essa pessoa simpática que parece ser o tempo todo? vc pode ser bem estúpida, assim como todos os outros.. Às vezes você me magoa e eu nem sei porquê e fico ali machucada choramingando sem um motivo ou saída, me culpando por ser assim tão sensível, e quando passa a nuvem, e eu me recobro do tombo, que imaginei cair sozinha, corro pros seus braços, que quase nunca estão abertos pra mim, mas eu aceito assim, e não sei porque digo que tudo bem, digo que a culpa é minha, digo que errei, desespero quando observo deste ponto de vista, e lhe dou razoes para manter o ar serio, quando depois de todo esse desgaste emocional, eu caminho em direção contraria, é quando você se posta em frente a porta, dizendo vamos conversar e tenta tudo pra me arrancar um sorriso.. E é um sorriso possível, mesmo depois de tudo.. Queria que me deixasse ir embora, você não é na verdade a pessoa que me faz feliz, e essas atitudes não me alegram.. nenhum pouco.. Eu quero sossego, e companhia, você tem medo de tudo quase sempre, que nem percebe os caminhos por onde estive.. não posso te carregar mais.. Não me faca ficar, não perca mais tempo, você não vai mudar, eu não te quero diferente.. Apenas não sei se te quero mais, talvez te quero um pouco mal.. Mas isso é humano, e não é brutal... partiu meu coração? Vontade tenho de te dar um soco!
Chulé...
Chulé...
Wednesday, January 26, 2011
Caio Fernando Abreu - trechos

"E se eu mudasse meu destino num passe de mágica? (...) Estranho, mas é sempre como se houvesse por trás do livre-arbítrio um roteiro fixo, pré-determinado, que não pode ser violado."
"Tento me concentrar numa daquelas sensações antigas como alegria ou fé ou esperança.Mas só fico aqui parado, sem sentir nada, sem pedir nada, sem querer nada."
"tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, ,veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara. "
"Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim, sozinho em si mesmo, completo, total. Até a próxima morte, que qualquer nascimento pressagia."

“Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim."
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
"Me explica, que às vezes tenho medo. Deixo de ter, como agora, quando o vento cessa e o sol volta a bater nos verdes. Mesmo sem compreender, quero continuar aqui onde está constantemente amanhecendo."
"Me ajuda que hoje eu tenho certeza absoluta que já fui Pessoa ou VirginiaWoolf em outras vidas, e filósofo em tupi-guarani, enganado pelos búzios, pelascartas, pelos astros, pelas fadas. Me puxa para fora deste túnel, me mostra ocaminho para baixo da quaresmeira em flor que eu quero encontrar em seu troncoo lótus de mil pétalas do topo da minha cabeça tonta para sair de mim e respiraraliviado e por um instante não ser mais eu, que hoje não me suporto nem meperdôo de ser como sou sem solução".

"A vida é agora, aprende. Ainda outra vez tocarão teus seios, lamberão teus pêlos, provarão teus gostos. E outra mais, outra vez ainda. Até esqueceres faces, nomes, cheiros. Serão tantos. O pó se acumula todos os dias sobre as emoções"
"porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência."
"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa"

"Essa morte constante das coisas é o que mais dói"
karina buhr - o pé
A pedra, o pé descendo a rua
que cobre a pedra,
Embaixo dela a terra,
embaixo da terra o céu de novo.
Sentindo a lentidão do dia
há dias lentos demais
Não sinto, não tenho vontade,
não agüentaria
O céu embaixo das nuvens,
a terra por baixo do asfalto,
O centro da Terra que puxa a gente,
a gente pula contra a vontade do chão.
Queria andar, andar, andar,
andar e viajar, viajar, viajar
que cobre a pedra,
Embaixo dela a terra,
embaixo da terra o céu de novo.
Sentindo a lentidão do dia
há dias lentos demais
Não sinto, não tenho vontade,
não agüentaria
O céu embaixo das nuvens,
a terra por baixo do asfalto,
O centro da Terra que puxa a gente,
a gente pula contra a vontade do chão.
Queria andar, andar, andar,
andar e viajar, viajar, viajar
Tuesday, January 25, 2011
mumford & sons - Awake My Soul
How fickle my heart and how woozy my eyes
I struggle to find any truth in your lies
And now my heart stumbles on things I don't know
This weakness I feel I must finally show
Lend me your hand and we'll conquer them all
But lend me your heart and I'll just let you fall
Lend me your eyes I can change what you see
But your soul you must keep, totally free
Har har, har har, har har, har har
In these bodies we will live, in these bodies we will die
Where you invest your love, you invest your life
In these bodies we will live, in these bodies we will die
Where you invest your love, you invest your life
Awake my soul, awake my soul
Awake my soul
You were made to meet your maker
Awake my soul, awake my soul
Awake my soul
You were made to meet your maker
You were made to meet your maker
I struggle to find any truth in your lies
And now my heart stumbles on things I don't know
This weakness I feel I must finally show
Lend me your hand and we'll conquer them all
But lend me your heart and I'll just let you fall
Lend me your eyes I can change what you see
But your soul you must keep, totally free
Har har, har har, har har, har har
In these bodies we will live, in these bodies we will die
Where you invest your love, you invest your life
In these bodies we will live, in these bodies we will die
Where you invest your love, you invest your life
Awake my soul, awake my soul
Awake my soul
You were made to meet your maker
Awake my soul, awake my soul
Awake my soul
You were made to meet your maker
You were made to meet your maker
nada[r]
e tudo que ela podia fazer era gostar de alguém que gostasse dela
mas nessas historias de querer se escolhe ou se é escolhido?
Querer é vontade
e tem gosto de quê?
dá e passa ou te prende ao prazer?
[...]
e o sentido buscado
rebusca meu medo do inexplicado
um desejo infinito de algum passado
saudades do que eu nunca serei
sereia me observa do mar
na praia descanso
de tanto pensar
o que nunca fiz me fez
Monday, January 24, 2011
verdades e mentiras - sobre os sentimentos
sua última atitude num relacionamento regado a decepções e dependências e medos e ciúmes vícios de alegrias instantâneas
foi me chutar
e agora eu aqui, entre jardins ingleses sem o calor ou a cerveja das horas infinitas de bares imundos e amigos carentes de respeito e atenção
sentirei pena sim
queria com as penas fazer asas e voar
queria? sei la
poesia não a uma hora dessas
o sentimento não eh profundo ou melódico de devoção
não, para ser honesta
não quero colecionar penas
nem voar
não quero me aprofundar
apenas teu pé denovo
me chute! que vou grudar no seu pé, até perder o respeito
até me encontrar sem sentimentos.. sem ingratidão, sem vida..
vou secar presa na ultima atitude sua
pensa que tem penas de mim?
então morra de misericórdia.. que eu prefiro morrer de desejo, ainda que esse seja pura ilusão, e de mão única!
Tuesday, January 11, 2011
por imagens, livros, vinicius, e poesias

Com as lágrimas do tempo
E a cal do meu dia
Eu fiz o cimento
Da minha poesia
E na perspectiva
Da vida futura
Ergui em carne viva
Sua arquitetura.
Não sei bem se é casa
Se é torre ou se é templo.
(Um templo sem Deus.)
Mas é grande e clara
Pertence ao seu tempo
.... Entrai, irmãos meus!
Vinícius de Moraes
_________________________________________________________________________________________________________

li na lua um eclipse
escuro me disse, não importa a imagem ausenta-me
renascendo a verdade. sem Aganju, Again...
___________________________________________________________________________________________________________________________________________
Pessoa mais que humano.

Se eu morrer novo,
sem poder publicar livro nenhum
Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa,
Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que não se ralem.
Se assim aconteceu, assim está certo.
Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir.
Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.
Não desejei senão estar ao sol ou à chuva -
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo
(E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.
Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela unica grande razão -
Porque não tinha que ser.
Consolei-me voltando ao sol e a chuva,
E sentando-me outra vez a porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraido.
Alberto Caeiro, 7-11-1915 [Fernando Pessoa]
leviana — Anaïs Nin

"Throw your dreams into space like a kite, and you do not know what it will bring back, a new life, a new friend, a new love, a new country."
"We do not grow absolutely, chronologically. We grow sometimes in one dimension, and not in another; unevenly. We grow partially. We are relative. We are mature in one realm, childish in another. The past, present, and future mingle and pull us backward, forward, or fix us in the present. We are made up of layers, cells, constellations."
"We don't see things as they are, we see them as we are."
"Love never dies a natural death. It dies because we don't know how to replenish its source. It dies of blindness and errors and betrayals. It dies of illness and wounds; it dies of weariness, of witherings, of tarnishings."
"We write to taste life twice, in the moment and in retrospect."
"Life shrinks or expands in proportion to one's courage."
"I am only responsible for my own heart, you offered yours up for the smashing my darling. Only a fool would give out such a vital organ"
"People living deeply have no fear of death."
"I am lonely, yet not everybody will do. I don't know why, some people fill the gaps and others emphasize my loneliness. In reality those who satisfy me are those who simply allow me to live with my ''idea of them."
"leve? me leve, vida louca.. vida breve!"
Monday, January 10, 2011
O que tenho para dizer já não sei
ou não importa
lembro do que ouvi queria mesmo entender, felicidade não compreende o entendimento, é além da realização ou desconhecido
se tudo foi brincadeira uma alegria me trouxe já compensa
Na vertigem diária de tantos desmandos e maltratos, sua lembrança me motiva
e ainda percebendo o deserto que me encontro
Retirante sei que sou muito antes de me conhecer
se quiser me acompanhe
"Onde o homem vive miséria nasce cultura"
Quem disse que não?
te cultivo e germino em poesia
ela não entendia nada de moda
acordou como todo o dia acordava, nua..
vestiu aquele cetim de gala prata longo..
preparou o café, andou pela casa, com o jornal..
e já era quase hora de sair, trocou de roupa, tirou a maquiagem que borrou um pouco, trocou o vestido deslumbrante pela calça jeans rasgada, e a camisa flanela xadrez, o velho allstar de 15 anos sem lavar..
depois da entrevista de trabalho voltou de ônibus, mal chegou já tirou camiseta camisa tênis calca meias vestiu aquele biquíni, e ligou a TV para assistir o filme de lutas marciais, imaginando os músculos como tecidos de leve toque..
antes do jantar, vestiu o smoking com gravata borboleta, no espelho lembrou-se de um pingüim, pegou a piteira com o cigarro na ponta e foi para rua esperar...
a menina de suspensórios e polainas atravessar a rua, sorrindo..
enquanto a do cigarro, respondeu com outro sorriso..
pode alguém não entender de moda encontrar alguém que não entenda de moda.. tanto quanto?
seres não são únicos mas apenas incompreensíveis..
além de demodê
Thursday, January 06, 2011
paulinho moska
O meu amor partiu
Cansou dos meus vícios
E mesmo que amanhã ele volte com outro feitiço
Hoje, o meu amor partiu
E nada vai
Nada vai mudar isso
Nada vai mudar na cama grudada em mim
Nem meu rosto inchado de mágoa
O sol se escondeu lá fora
Atras de uma nuvem de água
Nas paredes nossa história
E no teto a minha tela de cinema
E nela ainda vejo nosso esgrima de língua
Os nossos raios, Nossa antena.
Meu amor se expulsou de mim
cansou dos meus vícios
E mesmo que amanhã ele volte
Com outro feitiço
Hoje, meu amor partiu
E nada vai
Nada vai mudar isso
Meu amor se expulsou de mim
Hoje, meu amor partiu.
Cansou dos meus vícios
E mesmo que amanhã ele volte com outro feitiço
Hoje, o meu amor partiu
E nada vai
Nada vai mudar isso
Nada vai mudar na cama grudada em mim
Nem meu rosto inchado de mágoa
O sol se escondeu lá fora
Atras de uma nuvem de água
Nas paredes nossa história
E no teto a minha tela de cinema
E nela ainda vejo nosso esgrima de língua
Os nossos raios, Nossa antena.
Meu amor se expulsou de mim
cansou dos meus vícios
E mesmo que amanhã ele volte
Com outro feitiço
Hoje, meu amor partiu
E nada vai
Nada vai mudar isso
Meu amor se expulsou de mim
Hoje, meu amor partiu.
verdade fui em busca
apaguei o cigarro
e sequei a garrafa
joguei minhas penas fora
minhas dívidas
minhas amarras
e no peito o nó
parecia cego
abriu os olhos
coloriu um caminho
ventania chegou
pra inspirar
imprevisível
e agora sei
mas o que encontrei não digo
pois não cabe a mim
medir com palavras
o que sinto
apenas sinto
o que percebi me percebeu
eu pura
eu sua e nua
num ciclo
tudo em verde verdade
apaguei o cigarro
e sequei a garrafa
joguei minhas penas fora
minhas dívidas
minhas amarras
e no peito o nó
parecia cego
abriu os olhos
coloriu um caminho
ventania chegou
pra inspirar
imprevisível
e agora sei
mas o que encontrei não digo
pois não cabe a mim
medir com palavras
o que sinto
apenas sinto
o que percebi me percebeu
eu pura
eu sua e nua
num ciclo
tudo em verde verdade
um dia eu volto
pra casa
que está em todos os
lugares
não tenho esperança
trato bem meus prisioneiros
Dou-lhes água e pão
e pedaços da minha carne
estive confusa
atualmente não
mas um dia eu volto
meus presos já estarão livres
tento ensina-los a voar
não posso carregar muito peso
tenho asas fracas e machucadas
pelas pedras que me atiraram
o tal julgamento alheio que nunca foi favorável
o vento é o que há de bom
todo o imprevisto
improviso desamarra
um dia eu volto pra casa
pra contar por onde estive
ainda que demore muito
eu não cheguei lá
mas um dia eu volto
de onde quer que eu chegue
se vc vai me acompanhar
não sou eu quem decido
pude desacelerar meu passo
no compasso que exigia meu coração
mas não posso te carregar tenho asas curtinhas
e braços que só servem pra abraços no chão..
pra casa
que está em todos os
lugares
não tenho esperança
trato bem meus prisioneiros
Dou-lhes água e pão
e pedaços da minha carne
estive confusa
atualmente não
mas um dia eu volto
meus presos já estarão livres
tento ensina-los a voar
não posso carregar muito peso
tenho asas fracas e machucadas
pelas pedras que me atiraram
o tal julgamento alheio que nunca foi favorável
o vento é o que há de bom
todo o imprevisto
improviso desamarra
um dia eu volto pra casa
pra contar por onde estive
ainda que demore muito
eu não cheguei lá
mas um dia eu volto
de onde quer que eu chegue
se vc vai me acompanhar
não sou eu quem decido
pude desacelerar meu passo
no compasso que exigia meu coração
mas não posso te carregar tenho asas curtinhas
e braços que só servem pra abraços no chão..
Tuesday, January 04, 2011
louca romantica brega.. sem nocao, sem dinheiro, sem razao... fraca, idiota, teimosa... tantos elogios ja ouvi, q nao definem, um centimetro do meu ser. mas o que sou pros outros eh o q eles captam, e denunciam e rotulam... eu nao sou eu sei bem, o q me mostro, ateh pq poucos sao os que observam de verdade, a maioria passa o olho por cima, e diz tah pronto. vc esta errada. sempre errada, eu completo e concordo.
mas q fiquem com o juizo eu prefiro me agarrar ao amor... prefiro a dor de amar do q a dor do orgulho.. nao sei muito bem se minto, ou me omito muitas vezes, respeito sobre tudo todos, os q me desdenham, e compreendo, ser o ser q me mostrei, falsidade seja dita tanto faz a pose um dia.. ateh mesmo a mais alta arvore tomba.
ateh mesmo o mais valorizado desmancha, eu tenho orgulho apenas de amar.. entre as letras o q me escapa, e a busca da verdade, fisica surreal, eu amo, e deixo me apodrecer pq eh tudo natural.
mas q fiquem com o juizo eu prefiro me agarrar ao amor... prefiro a dor de amar do q a dor do orgulho.. nao sei muito bem se minto, ou me omito muitas vezes, respeito sobre tudo todos, os q me desdenham, e compreendo, ser o ser q me mostrei, falsidade seja dita tanto faz a pose um dia.. ateh mesmo a mais alta arvore tomba.
ateh mesmo o mais valorizado desmancha, eu tenho orgulho apenas de amar.. entre as letras o q me escapa, e a busca da verdade, fisica surreal, eu amo, e deixo me apodrecer pq eh tudo natural.
Monday, January 03, 2011
(...)
existe no numero o inicio, o fim?
porque parece que se esvazia
quando se recomeca? (...)
a contagem dos dias
ultrapassa fronteiras
e outras balelas
imaginarias,
calendarios nada alem.
de pregos prendendo um numero ao tempo?
que esta em movimento? ou que eh um movimento?
sem contar que cerca gente ao presente..
quando o ano nao eh.
o presente eh instante q acabamos de conhecer...
e se eu contar soh me encontro no espaco-tempo
infinito como os sonhos
e a estupidez humana?
vc brindaria comigo
a passagem ilusoria do segundo
a cada segundo com um sorriso?
ou ia preferir
comemorar mais uma
vez a essa sandice
coletiva
de passagem de ano?
cidades contam verdades ou sao apenas sistemas
sera o tempo unico ou pior um lucro?
me chamaria de romantica
se eu acreditasse
q vivemos em tempos diferentes?
meu instante passa
antes do seu momento
terminar.. e o tempo
nunca foi universal...
eh uma grandeza
consciente
e perceptivel
q nao deveria ser valorada..
o tempo se precipita quando penso em te encontrar
parecendo um mar..
existe no numero o inicio, o fim?
porque parece que se esvazia
quando se recomeca? (...)
a contagem dos dias
ultrapassa fronteiras
e outras balelas
imaginarias,
calendarios nada alem.
de pregos prendendo um numero ao tempo?
que esta em movimento? ou que eh um movimento?
sem contar que cerca gente ao presente..
quando o ano nao eh.
o presente eh instante q acabamos de conhecer...
e se eu contar soh me encontro no espaco-tempo
infinito como os sonhos
e a estupidez humana?
vc brindaria comigo
a passagem ilusoria do segundo
a cada segundo com um sorriso?
ou ia preferir
comemorar mais uma
vez a essa sandice
coletiva
de passagem de ano?
cidades contam verdades ou sao apenas sistemas
sera o tempo unico ou pior um lucro?
me chamaria de romantica
se eu acreditasse
q vivemos em tempos diferentes?
meu instante passa
antes do seu momento
terminar.. e o tempo
nunca foi universal...
eh uma grandeza
consciente
e perceptivel
q nao deveria ser valorada..
o tempo se precipita quando penso em te encontrar
parecendo um mar..
Sunday, January 02, 2011
arnaldo antunes

meu coração
bate sem saber
que meu peito é uma porta
que ninguém vai atender
quem sente
agora está ausente
quem chora
agora está por fora
quem ama
agora está na cama
doente
só corre e nunca chega na frente
se chega é pra dizer: vou embora
sorriso não me deixa contente
e todas as pessoas que falam
pra me consolar
parecem um bocado de bocas
se abrindo e fechando
sem ninguém pra dublar
eu já disse adeus
antes mesmo de alguém me chamar
não sirvo pra quem dá conselho
quebrei o espelho
torci o joelho
não vou mais jogar
meu coração
bate sem saber
que meu peito é uma porta
que ninguém vai atender
Saturday, January 01, 2011
-oi.
-ah oi..
-você tá muito ocupada? não quero te atrapalhar.
-tudo bem. o que houve?
-ué, porque?
-tu quem tá me ligando, não? o que houve?
-queria ouvir sua voz.
-ah..
-você não vai dizer nada?
-...
-só porque eu liguei pra te ouvir, hoje você resolveu calar?
-acho que tu tá me atrapalhando, sim.
-ah me desculpe.
-agora é tarde.
-eu sei, eu só não queria te deixar triste..
-não é tu..
-tá bom, e se amanha você mudar de humor, eu poderia ligar?
-não sei do amanha..
-.. o passado já é triste o suficiente, é isso?
-não quero falar disso.
-ah, me desculpe..
-tá desculpada, mas por favor, não pede mais desculpas.. que isso irrita..
-e alem de triste te deixei irritada... bah, eu muito fracassada, na intenção de não te atrapalhar..
-preciso desligar.
-porque?
-essa magoa tá me carregando, e eu não seguro o choro mais..
-...
-mas no fundo to querendo desligar, porque tu tem razão.. hoje não é um dia que eu queria falar, amanha, te ligo.
-sei.
-não acredita em mim? porque liga então?
-não, não é isso.. é que eu acho sinceramente que se eu te trago tristezas e irritações não merecia uma ligação tua..
-eu sei. mas não é assim também.
-você quem sabe.
-eu sei, mesmo. e sei o quanto isso vai passar, te atendi não?
-é... mas já se arrependeu, não?
-sabe o que eu quero dizer?
-ah, tudo bem, você não queria dizer nada.. sei que incomodei, não precisa dizer, se não for sincero.. eu não quero me sentir atrapalhando ainda mais..
-fique quietinha, vai..
-hmm..
-eu te amo. escutou?
-como você sabia que era isso que eu queria que tua voz me falasse, acho que posso ficar bem, depois, dessa..
-espero mesmo que tu fique bem..
-quase esqueci.. eu te amo, também.
a ligação parou, acabaram os créditos, ela sorriu com o telefone na mão sangue escorrendo entre os dedos. O ônibus virado na pista, o seguro diria perda total, nenhuma ambulância ainda, nem sinal. vidro quebrado espalhado. muitos gritos ao fundo, parecia um inferno.. mas no coração o sossego. ela estava morrendo, a lembrança de vida conforta... Amor, isso são horas?
-ah oi..
-você tá muito ocupada? não quero te atrapalhar.
-tudo bem. o que houve?
-ué, porque?
-tu quem tá me ligando, não? o que houve?
-queria ouvir sua voz.
-ah..
-você não vai dizer nada?
-...
-só porque eu liguei pra te ouvir, hoje você resolveu calar?
-acho que tu tá me atrapalhando, sim.
-ah me desculpe.
-agora é tarde.
-eu sei, eu só não queria te deixar triste..
-não é tu..
-tá bom, e se amanha você mudar de humor, eu poderia ligar?
-não sei do amanha..
-.. o passado já é triste o suficiente, é isso?
-não quero falar disso.
-ah, me desculpe..
-tá desculpada, mas por favor, não pede mais desculpas.. que isso irrita..
-e alem de triste te deixei irritada... bah, eu muito fracassada, na intenção de não te atrapalhar..
-preciso desligar.
-porque?
-essa magoa tá me carregando, e eu não seguro o choro mais..
-...
-mas no fundo to querendo desligar, porque tu tem razão.. hoje não é um dia que eu queria falar, amanha, te ligo.
-sei.
-não acredita em mim? porque liga então?
-não, não é isso.. é que eu acho sinceramente que se eu te trago tristezas e irritações não merecia uma ligação tua..
-eu sei. mas não é assim também.
-você quem sabe.
-eu sei, mesmo. e sei o quanto isso vai passar, te atendi não?
-é... mas já se arrependeu, não?
-sabe o que eu quero dizer?
-ah, tudo bem, você não queria dizer nada.. sei que incomodei, não precisa dizer, se não for sincero.. eu não quero me sentir atrapalhando ainda mais..
-fique quietinha, vai..
-hmm..
-eu te amo. escutou?
-como você sabia que era isso que eu queria que tua voz me falasse, acho que posso ficar bem, depois, dessa..
-espero mesmo que tu fique bem..
-quase esqueci.. eu te amo, também.
a ligação parou, acabaram os créditos, ela sorriu com o telefone na mão sangue escorrendo entre os dedos. O ônibus virado na pista, o seguro diria perda total, nenhuma ambulância ainda, nem sinal. vidro quebrado espalhado. muitos gritos ao fundo, parecia um inferno.. mas no coração o sossego. ela estava morrendo, a lembrança de vida conforta... Amor, isso são horas?
Subscribe to:
Comments (Atom)
