Saturday, February 28, 2009

denúcia

roubei algo e não estive só de mão atadas
o roubo me tirou a liberdade das mãos vazias
me vi de mãos dadas ao desengano

um coração não mais batia por ser honesto
franca visão do inferno
pagarei o que me foi imposto
lição sem moral e sem danos
reclamações feitas pelos correios
eu partindo sem meus planos
no fim não justificarei os meios

[afinal do que somos feitos
senão de falhas e adeus]

me chamarão como antes
inconsequente
eu em replica direi
apenas

não levo em consideração
os conselhos dos outros
nem culpada nem vitíma
sou testemunha
das minhas atitudes alheia

sou presa fácil

ambição pecuniar

como o previsto na ordem judicial
definiram quem não estaria lá
sabíamos desdo início os riscos desta transação
os bancos não creditariam tanto valor
se fossemos simplesmente bons

eramos o que tinha de mais puro
a essência da beleza humana em dígitos bem altos
pomposas histórias de egoísmo e aventura
nem Pecúnia acreditou até bem pouco tempo
no poder do nosso desejo

mas acima da questão explícita
suspeitei que daria errado
sendo a morte um bom preço
pra que ficassemos salvos
o saldo deu positivo

[a petição foi deferida, o direito estava valorado]

então joguei tudo pro alto
naquela tarde nem tão tarde assim
foi o amor embora
sem dizer nem obrigado


"Você rasga os poemas que eu te dou
Mas nunca vi você rasgar dinheiro
Você vai me jurar eterno amor
Se eu comprar um dia o mundo inteiro"(Zeca baleiro)

Friday, February 13, 2009

algo me chama
e uma chama queima na sombra
seria um fogo eterno que parece que pulsa
eu procuro a praia, a chuva, cachoeiras, e paisagens
quem sabe durante a viagem eu me ache por aí

adimito não estou perdida
eu ainda não me encontrei
nem quando estavas aqui
nem quando pensei

estou coberta por coisas
quinquilharias
se vc me achar cuide
sei que sou algo bem valiosa
ainda que não tenha preço apreciável

ainda que eu me troque por pouca coisa
não me tenho, nem me entrego
e a imprecisão revela
eu não sou produto do meu ego

sou mais que tudo isso que represento
sou mais do que meu próprio tempo

além do vento, além da vida
minha lembrança de mim
é uma lembrança única

eu sei que sou o que sempre quis, ainda que não saiba onde
ainda me acho... ainda me acho imortal

importante, importável, amada, e amável.

Thursday, February 12, 2009

...

Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco

Se agregar não é segregar
Se agora for, foi-se a hora
Dispensar não é não pensar
Se saciou foi-se em bora

Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco

Se lembrar não é celebrar...
Dura é a dor quando aflora
Esquecer não é perdoar
Se consagrou sangra agora

Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim

Tempo de dá colo, tempo de decolar
Tempo de dá colo, tempo de decolar
O que há é o que é e o que será
Tempo de dá colo, tempo de decolar
Tempo de dá colo, tempo de decolar
O que há é o que é e o que será

Reciclar a palavra, o telhado e o porão...
Reinventar tantas outras notas musicais...
Escrever o pretexto, o prefácio e o refrão...
Ser essência... muito mais...
Ser essência... muito mais...
A porta aberta, o porto acaso, o caos, o cais...

Se lembrar de celebrar muito mais...
Se lembrar de celebrar muito mais...
Se lembrar de celebrar muito mais...

Tá certo que o nosso mal jeito foi
Vital pra dispensar o nosso bom
O nosso som pausou
E por tanta exposiçao a disposiçao cansou
Secou da fonte da paciencia
E nossa excelencia ficou la fora

Soluçao é a solidão de nós
Deixa eu me livrar das minhas marcas
Deixa eu me lembrar de criar asas
Deixa que esse veraão eu faço só
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que nesse verão eu faço sol

Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu o melhor
A conta da saudade quem é que paga
Já que estamos brigados de nada
Já que estamos fincados em dor

Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena nao ter pressa pra passar
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena nao ter pressa pra passar

Cabô...


[.../ O teatro mágico]


#quando seus emails chegavam, tinham como título, o nome dessa música.
e a letra dessa música denuncia, pq não é ponto final. nem ao menos é. [na] realidade
é a inexistência persseverante, e ignorância consciente. me magoo pois magoaria a qualquer vivente... eu não mereço desprezo... e mentalmente faço exercícios de libertação, tentando perdoar o que [quem] não pediu perdão...















...acabo por dar mais do q recebo...
...e recebo do mar, verdade infinita...
são ondas cíclicas....ondas pura energia

Wednesday, February 11, 2009

[des]conto de fadas


aquela coisa toda de cinderela
eu sonhei q o principe chegava
numa noite linda de lua cheia

pensei que vinha com a espada
apontada para o dragão q me prende
nesse castelo arruinado nessa casa
onde limpo, cozinho, sento e choro

quase todos os dias q me reparo gente


esperei uma eternidade
até incentivei o sapo a virar rei
mais horas iam passando
que meus sonhos foram embora também

até chegar o momento
q de longe vi algo estranho
q talvez fosse o sentido
pra tanta esperança em um só corpo

seria o príncipe encantado
um caçador ou a bruxa?
não era conto de fadas
quem vinha de longe
era aquela velha música
de tristeza por causa do fim
e que alegra pela passagem

a morte veio até mim
e vi um sorriso no espelho
eu mesmo me libertaria
dessa transviada fantasia


incrédula e verdadeira viagem

Tuesday, February 10, 2009

o que é sonho, o que é real

concentro
coexisto no centro
de onde vivo

confundo
na funda estrada sua
e brilho
na espera de ser lua

não sinto o q não percebo
e me esqueço de fechar os olhos
pra observar todo o sentido

não existe o que não se pode
e o impossível é motivação
não vamos chamar de verdade
o que é opnião
e nem realidade a frustração
de uma cidade dos sonhos

somos parte dessa energia
e responsáveis por esta parte
tão somente

solitários
solidários com amor a liberdade

Tuesday, February 03, 2009

letters in a letter are missing

é pena não dar certo


é

como um poço descoberto, e consciente
sabe do vazio interno e pressente
o vento trazendo folhas para cobrir

mas assim como esperança de buraco
é ser tapado este otário porão
não tem segredos
consumido pelo ar
que vaga dentro

relembra a morte dos desavisados
com exagerado desprezo por si