Wednesday, May 23, 2012
...
você me deixou falando sozinha e justo eu que nem gosto de falar.
monólogos a parte, eu queria chorar.. depois de tudo o que tenho pra falar, e você não vai ouvir, porque já foi embora. eu quis te segurar, pelos fios do cabelo, e dizer "senta que la vem a ...", como naquele programa infantil, mas não era assim tão violento. como meu pai fazia quando eu era criança, e não queria tomar banho.
não querer tomar banho, é coisa de criança.
eu queria te falar dos lugares por onde estive. não você não sabe lá, mas eu te carreguei junto com meu coração mesquinho e tosco, ainda apaixonado.
que diferença . a indiferença é reflexo, eu te deixei um dia. um dia assim como hoje. que não tem ninguém por perto, pra me ouvir, e eu pareço o idiota do fantasminha a procura de um amigo. amigos que eu desperdicei com o tempo.
tentando contar minha historia, historia que ninguém mais quer ouvir, e por isso, acho..
um dia acordei surda. surda pra não me ouvir, falando das mesmas coisas, repetitiva.
surda, pra não ouvir as pessoas com suas reclamações absurdas em caras de zumbi. indiferentes a mim.
eu surda, hoje. e as vezes preferia ser cega. pra não ver que estou só.
e minhas palavras estão vazias. flores-mortas..