minha vida depende de mim
a família suporta
minha irresponsabilidade inerente. diamante
que preciso lapidar. no ultimo pedido
desejei seu sorriso e na lapide de um
tumulo. calo meu olhar.
Configurada a noção do abstrato. São
muitas palavras soltas e desencontradas
para justificar meu marasmo.
rejeito me.
concentrada em uma garrafa de álcool
adormecida a dor me lateja eh lembrar
para desacreditar de novo. Falto.
e ausente de mim despejo almejo
o fim próximo e me afasto do
seu caminho, caminhante noturno. Lua
era meu escudo, escureço e agora
a porta se fecha e não me
encontro segura. Na aurora
de mais um dia tão igual a tantos
outros eu sou igual e não mordo.
sou irracional e me apaixono quando
tudo é passado meu passo desmorona
a cada altura medida desminto
a verdade com poesia, morta
ou quase viva, não sei, quem liga?
abstrata noção de morte.