-venha cá, quero te dar um abraço.
- eu não estou chorando.
- é?!
- sim. é só um bocejo, é sono.
- sei.
- sabe nada, você não sabe quando estou chorando de verdade.
- sei sim.
- não sabe nada, olhe pra você.
- eu sei distinguir um choro de sentimento e um choro físico.
- ah é?
- o que eu não sei é, o que eu devo fazer quando você chora, isso eu nunca sei.
- Ué você quer que eu lhe diga, o q fazer...
- ás vezes, sim, ás vezes, eu só quero lhe dar um abraço.
- é isso q você quer quando chora?
- um abraço?
- é.
- é. Sim.
- rrá! então você não sabia se eu tava chorando de verdade.
- espere-me terminar, ora.
- fale
- e ás vezes, também, quero lhe dar um abraço por que, mesmo, que você não veja eu também choro.
- você estava chorando?
- por dentro.
- não chore, eu estou aqui.
- infelizmente eu também, eu também,
-...
-...
- porque choras?
- porque ás vezes. Não quero ficar aqui. Não quero respirar, enxergar, nem consigo sorrir.
- sorria pra mim.
- não consigo, hoje não...
-...
- você pode voltar amanhã? Pra ver se talvez meu sorriso possa florir, eu te peço isso, porque um sorriso não brota do nada precisa de um olhar.
- claro... Mas antes me abrace.
Tentando fugir.
- espere pensando bem... Vou ficar aqui... Aqui até o sorriso sair. Pode ser? (sussurrando)
-...(sorrindo).
- Diálogos hipotéticos -